Carmageddon Reincarnation

Baseado no filme Death Race 2000 (no qual se inspiraram alguns modelos do jogo incluindo o do veículo principal), quando foi lançado em 1997, Carmageddon rapidamente se tornou um sucesso entre a juventude da altura. Um jogo de corridas extremamente violento onde o jogador toma controlo de Max Damage ou Die Anna, psicopata ao volante de um carro transformado numa arma que tem apenas um propósito: vencer a corrida a qualquer custo mesmo que isso signifique destruir os oponentes para o conseguir. E claro, matando todos as pessoas que se encontrarem no caminho (elas dão pontos ou tempo extra para concluir a corrida). A violência gráfica de Carmageddon, apesar de serem usadas sprites para esse fim, causou bastante controvérsia levando vários países a banir o jogo durante algum tempo (entre eles Reino Unido e Alemanha). Para ultrapassar essa proíbição, tanto o jogo original como as sequelas (Carmageddon 2: Carpocalypse Now e Carmageddon TDR 2000) substituíram peões e animais por zombies. Apesar da mudança, todos os jogos da saga acabaram por ser bem recebidos e adorados. Mas desde TDR 2000, lançado no ano 2000, que mais nenhum foi criado até porque os designers originais, a Stainless Games, perderam os direitos do jogo. Durante uma década houve algumas notícias de que um Carmageddon 4 estaria a ser desenvolvido, só mesmo quando a Stainless comprou novamente os direitos em 2011 é que um novo Carmageddon começou a ser feito. Recorrendo a financiamento por kickstarter (que atingiu o objectivo de 400 mil US dollars em 10 dias), foram precisos 4 anos até Carmageddon: Reincarnation ter sido lançado ao público. Contudo, o resultado é um jogo que não foi muito bem aclamado pela crítica mas que os fãs adoraram.

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O que tem de bom?

Carmageddon: Reincarnation faz jus ao nome e é nada mais do que uma versão actualizada do primeiro Carmageddon. Este foi o objectivo principal da Stainless Games, recriar Carmageddon como se tivesse sido feito nos dias de hoje, com o mesmo ambiente, violência e ao mesmo tempo alguma palhaçada principalmente no que toca aos ‘power-ups’ que se podem apanhar durante o o jogo. O objectivo deles era dar aos fãs que adoraram o original uma visão de como este seria se fosse feito nos tempos actuais. E neste aspecto conseguiram, quem jogar Reincarnation sente-se de imediato transportado para o original. Existem diferenças, claro, o modo de história foi removido, há mais modos de jogo (por exemplo, “sê o primeiro a matar X peões específicos” ou “fox’n’hound” onde o jogador tem de tentar fugir durante 2 minutos quando é a raposa), e o sistema de upgrades funciona à base de tokens mas que vai acabar por dar simplesmente ao que havia no original (ao fim de alguns mapas, ganha-se acesso a mais um upgrade). Há novos carros mas a maioria já existiam no original. Há também novos ‘power-ups’ mas novamente a maioria já existia no original.

O grafismo ajuda a manter o espírito original de palhaçada misturado com carnificina e permitem-nos ao mesmo tempo ver a destruição que causamos, principalmente aos adversários, com um bom detalhe.

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Porquê a crítica mediana?

Carmageddon: Reincarnation foi um jogo que demorou 4 anos a ser construído, algo que para um remake é bastante tempo principalmente quando o objectivo é quase copiar o que já se tinha feito anteriormente mas dar-lhe um novo visual. Isto até teria sido bem aceite se o grafismo do jogo fosse fenomenal mas na verdade dá a sensação de serem gráficos de 2005 com um polimento HD, que embora até cumpram o propósito deles, indicado em cima, são desajustados para os tempos actuais.

Mas juntando a isto tudo o jogo saiu com vários bugs e com uma exigência de sistema bastante grande, algo incompreensível para o tipo de jogo e por ser um remake

 

Veredicto Final

Se Carmageddon: Reincarnation tivesse sido lançado hoje em dia sem que o original e suas sequelas alguma vez tivessem sido lançados, seria certamente um jogo mediano. Muitos bugs e gráficos desajustados aos tempos actuais contribuiriam para isso.

Contudo o jogo foca-se em ser uma reencarnação do original, apoiando-se nos seus fãs (nos quais me insiro) para vingar hoje em dia. E isso conseguiu bem, ao ponto de já ter sido lançado Carmageddon: Max Damage que é nada mais do que um update ao Reincarnation, corrigindo vários bugs e adicionando novos carros e mapas.

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Se jogos deste género te agradam, Carmageddon: Reincarnation irá agradar-te também.

 

Inovação: 5 em 10. Carmageddon: Reincarnation não inova em nada, é uma reencarnação total do Carmageddon original. Contudo, para os fãs da saga isto é óptimo.

Gráficos: 6 em 10. Os gráficos são de facto medianos, longe de serem maus mas também longe de serem fenomenais.

Mecânica: 8 em 10. Já com o original as mecânicas eram sólidas. As novas introduzidas em Reincarnation não mudaram muito.

Conteúdo: 7 em 10. Destruição, colisões, matança, este é o conteúdo da saga Carmageddon, ao qual se junta palhaçada graças aos ‘power-ups’ tornando-o bastante divertido. Os novos modos de jogo são também eles divertidos.

Execução: 6,5 em 10. 4 anos é mais que suficiente para o jogo devia ter sido melhorado em vários aspectos. Contudo, dada a intenção original da Stainless Games, pode-se dizer que a execução conseguiu atingir o objectivo original e levar-nos novamente a experimentar a saga que Carmageddon tal como a tinham pensado e imaginado no final da década de 90.

 

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