O último DLC de Cities: Skylines, Natural Disasters, é mais um passo no desenvolvimento de um grande jogo de “city building”. Embora Cities: Skylines ainda precise de algumas adições para ser tão completo como SimCity 4, por exemplo, cada novo DLC torna-o num jogo mais coeso e interessante de se jogar. Natural Disasters adiciona desastres naturais que destroem a cidade e que podem aumentar em muito a dificuldade do jogo. Coisas simples como fogos florestais podem queimar distritos inteiros que estejam junto à floresta em chamas. Mas para além de fogos, encontramos lá coisas como inundações, terramotos, tornados e até mesmo meteoros.

Embora este DLC só forneça elementos de destruição das cidades que demoramos a construir, com ele vêm também novos edifícios que ajudam a prever desastres eminentes, grandes bunkers de abrigo para não perder a população e unidades de resposta rápida. E é sempre possível ajustar a frequência (ou mesmo desactivar) com que os desastres ocorrem, por forma a garantir que o jogo não se torna demasiado destrutivo. Juntamente com esses edifícios, introduz também heliportos para combate a fogos e transporte de doentes, muito úteis para ajudar os serviços de bombeiros e de saúde.

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Contudo, Natural Disasters é um DLC fraco. A dificuldade que os desastres naturais aplicam na construção das cidades torna, de facto, o jogo mais difícil e interessante. Contudo, os desastres estão um pouco mal aplicados. Por exemplo, um terramoto não se limita a danificar edifícios ou danificar as estradas (como acontece na realidade). Em vez disso, cria quase sempre uma fenda que destrói por completo estradas o que por sua vez remove os edifícios por completo. A tsunami, por exemplo, não parece de todo uma onda a rebentar enquanto entra na cidade.

Para além de Natural Disasters, existe ainda o DLC High-Tech Buildings, um pequeno DLC que fornece vários edifícios únicos relacionados com a alta-tecnologia, como plataforma de lançamento de vaivéns espaciais, quintas verticais de cultura hidropónica, e vários edifícios utilitários como uma central de energia de ondas marítimas. Longe de ser um DLC essencial (até porque edifícios únicos limitam-se a atrair turistas e a aumentar o valor dos edifícios perto deles), fornece um novo ar futurista à cidade.

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Embora longe de serem essenciais, ambos os DLCs tornam o jogo mais interessante em termos de jogabilidade e de aspecto visual que conseguimos dar às nossas cidades.

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