Deus Ex Mankind Divided

Há muito esperado, Deus Ex: Mankind Divided é a sequela ao aclamado jogo Deus Ex: Human Revolution, o responsável pela ressuscitação da saga Deus Ex que esteve ‘morta’ durante quase uma década. Tal como o seu antecessor, ao contrário do que muitos podem estar à espera, Mankind Divided não serve de reboot à saga. Em vez disso insere-se na mesma história, apenas ocorre décadas antes do primeiro Deus Ex e continua a história de Adam Jensen, um agente que foi ‘aumentado’ com implantes e partes cibernéticas e robóticas.

 

Um mundo dividido

Mankind Divided leva-nos a um mundo 2 anos após os acontecimentos em Panchaea, no final de Human Revolution, e à semelhança do que fizeram para a sequela Deus Ex: Invisible War, este jogo não parte de nenhum final específico mas assume que um misto de todos aconteceu. Quando o sinal que levou a todos os ‘aumentados’ a sofrerem de ataques de fúria e a atacarem qualquer outro que se mexesse parou, e Panchaea foi destruída, no final de Human Revolution, o mundo acordou para uma realidade dura e cruel. Com milhões de mortos e prejuízos avultados, as pessoas ditas normais perceberam que os ‘aumentados’ com partes cybernéticas e robóticas não só são bem mais perigosos e poderosos do que se esperava, como podem correr o risco de serem ‘controlados’ por outros. O medo instalou-se, levando a que a grande maioria dos países passasse a tratar os ‘aumentados’ como um potencial perigo ou como ‘criaturas perigosas que devem ser afastadas da sociedade’. Guetos e campos de concentração foram criados e cada vez mais países enviaram ‘aumentados’ uns atrás de outros para estes, ou simplesmente impuseram leis que os levaram a ser exilados nesses locais.

Claro que os ‘aumentados’, revoltados com a situação e por terem sido eles próprios vítimas do evento em Panchaea, decidiram ripostar com actos terroristas ou movimentos organizados. E como todo o ciclo do medo e repressão é um ciclo vicioso, as respostas governamentais foram ainda mais duras para com eles. Ao mesmo tempo, surgiram grupos terroristas ‘anti-aumentados’ que passaram também eles a fazer atentados. O resultado é um mundo extremamente dividido, e Mankind Divided passa isso bem. Um mundo em que do lado a favor dos ‘aumentados’ existe uma organização, a ARC, afirma ser contra terrorismo mas é apresentada como estando ligada a muitos atentados, e que do lado governamental se encontram as Nações Unidas a ponderar o acto de ‘Restauração da Humanidade’ que se passar permitirá a todos os países remover à força todos os implantes cibernéticos e robóticos dos seus cidadãos.

Por entre este cenário social e político está Adam Jensen, agora um agente da Interpol, e o único agente-de-campo da ‘Força Operacional 29’ (TF29), um braço da autoridade responsável por combater terroristas sejam eles quais forem. Com o Quartel-General situado em Praga, Adam é forçado a navegar por uma cidade onde os ‘aumentados’ são muito mal vistos principalmente pela polícia, num país onde as leis procuram cada vez mais exila-los a todos no campo de concentração Golem (de onde a ARC opera), e com pontos de controlo atrás de pontos de controlo onde a polícia manda parar todos os ‘aumentados’ para se certificar que os documentos destes estão em ordem. E nem sempre a autoridade da Interpol será suficiente para nos permitir avançar no jogo sem recorrer a meios mais furtivos ou agressivos.

Polícia em Deus Ex Mankind Divided

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REVIEW GERAL
Avaliação Pessoal
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Engenheiro de profissão e gamer por gosto, João Paulo adora boardgames, RPGs de mesa e computador, RTS e shooters e olha para jogos para uma excelente forma de arte, transmitir emoções e contar histórias fenomenais.

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