Divinity

Divinity Original Sin é um RPG isométrico à antiga, com uma história excelente, quests muito diferentes e sem ‘setinhas’ a piscar a dizer onde é para ir. Todos os amantes de RPG deviam joga-lo pelo menos por uma razão: é o jogo que utiliza melhor ‘status’ de terreno em combate. Vamos ao detalhe.

 

História:

O jogo consegue contar duas histórias paralelas. A primeira história é uma composta por uma cadeia de missões que vão revelando um plano das forças do mal, contra o qual o nosso grupo vai tentando lutar, missão a missão. Em cada missão, vamos descobrindo um plano mais e mais ambicioso que torna a história principal cada vez mais rica.

A história secundária é a história de dois heróis que vai sendo descoberta numa espécie de segunda dimensão que consiste num conjunto de espaços onde mora a guardiã do tempo. Esta história vai sendo contada muito mais devagar ao longo do jogo e cria um subtexto muito rico para as várias missões da história principal.

Depois há um conjunto de missões que resultam de conflitos de interesses e de poder entre os inimigos (orcs, humanos, semi-deuses) que expandem e tornam o jogo mais interessante e único.

 

Estrutura e mecânica:

Em Divinity Original Sin controlamos num grupo máximo de 4 personagens. Cada personagem tem a sua classe própria mas é possível treinar skills de outras classes, fornecendo grande liberdade. Só é preciso comprar um livro para treinar um skill novo. A capacidade de treinar skills novos depende do nível em que se está em cada conjunto de skills. Por exemplo um feiticeiro que esteja no nível 3 de magia de fogo pode treinar 7 skills de magia de fogo. Se estiver no nível 1 de magia de água só pode treinar 3 destes skills. No entanto um feiticeiro pode por exemplo treinar até ao nível 3 de magia de fogo e nível 5 de combate com espada.

Duas das personagens são criadas ao início, as outras podem ser encontradas na zona onde começa o jogo.

O jogo é isométrico e as personagens movem-se por ‘point-and-click’. A interface é simples e fácil de usar.

Divinity Original Sin tem também um bom sistema de crafting, que permite fazer desde armas até granadas e poções. Crafting é uma skill que precisa de pontos alocados, que deixam de poder ser alocados a outros skills.

 

Combate:

O combate é turn-based, jogando primeiro o nosso grupo e depois os adversários. A AI é bastante boa e a partir do nível de dificuldade médio é preciso ser estratégico na escolha de quem temos no grupo e pensar a ordem de ataque dos adversários. Mas o melhor do combate no Divinity Original Sin é a forma como utiliza os elementos no terreno. Os terrenos podem ter óleo, fogo, gelo, água e veneno e quer o nosso grupo quer os adversários podem modificar o terreno. O óleo atrasa movimento, o fogo queima, o gelo faz tropeçar, o veneno envenena. Depois há todas as interacções entre ataques e terreno. Por exemplo uma magia ou uma seta eléctrica dão ‘stun’ a todas as personagens que estão num terreno de água. Uma seta ou magia de fogo criam vapor num terreno de água impedindo ataques à distância de feiticeiros ou arqueiros. Fogo faz explodir terrenos com veneno.

A flexibilidade e opções de combate oferecidas por esta dimensão do jogo são muito originais e divertidas. Mesmo em terrenos normais o combate está bem feito e oferece muitos desafios devido às diferenças entre os inimigos e ao bom nível da AI.

 

Conclusão:

O Divinity Original Sin é um jogo excelente com uma história interessante e original e com mecânicas de combate inovadoras. Tem muito conteúdo e é uma excelente aposta para os fãs do género. O Divinity Original Sin II já está disponível no Steam Greenlight (early access). Mas o primeiro continua a ser uma excelente compra.

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