A Game of Thrones

Criado em 2003 e publicado pela primeira vez Fantasy Flight Games, A Game of Thrones – The Board Game convida os jogadores a tomarem posse de cada uma das casas da épica saga, conquistando os locais imortalizados pela  série de livros/televisão. Cada jogador toma controlo de uma de 6 casas, nomeadamente Baratheon, Greyjoy, Lannister, Martell, Stark e Tyrell, com direito a usar e abusar de 7 personagens icónicas de cada uma das casas, tal como Eddard Stark, Obryn Martel e Tyrion Lannister.

Este é um jogo de conquista, acabando quando um dos jogadores reclamar controlo de 6 pontos chave no mapa (7 na 2ª edição do jogo), nomeadamente castelos e fortes espalhados por todo o continente, incentivando os exércitos oponentes a combaterem, tanto em terra como no mar.

Cada turno começa com cada jogador a dar uma ordem a cada unidade que tem. Estas ordens são dadas em segredo e todos os jogadores dão as suas ordens ao mesmo tempo. Quando as ordens estão todas dadas, todas elas são reveladas e então, a diversão começa.

Tabuleiro e componentes de A Game of Thrones

Os turnos dos jogadores acontecem todos ao mesmo tempo, cada jogador executando uma ordem de cada vez. Por as ordens serem dadas às cegas, cada jogador é imensamente recompensado tanto pela sua capacidade de planear como de prever os movimentos que os seus oponentes vão fazer.

O combate entre jogadores não envolve dados, apenas a força de cada exército, somada a vários factores, como heróis, exércitos aliados nas proximidades e até um terceiro exército a ajudar uma das duas facções em combate naquele momento, levando a que se procurem alianças com outros jogadores para se ajudarem mutuamente. Mas atenção, neste jogo as alianças são frágeis e um aliado pode passar a inimigo no espaço de uma única jogada, a menos que os selvagens do norte da muralha ataquem.

A Game of Thrones – The Board Game tem uma única mecânica de arbitrariedade que controla os movimentos dos selvagens que podem atacar a qualquer momento. Quando esse ataque acontece, todas as casas têm de se unir temporariamente para os derrotar e em casa de sucesso uma enorme recompensa espera quem mais contribuir para a vitoria, mas em casa de derrota todos os jogares vão perder recurso fundamentais especialmente o jogador que contribuir menos, perdendo o dobro dos recursos dos outros jogadores.

 

No entanto este jogo não se baseia só em exércitos a tentar conquistar castelos.  O jogo tem uma mecânica de poder político e de comida, sendo ambos extremamente importantes no desenrolar do jogo. O poder político ajuda os jogadores a combater os selvagens e a sobreviver na corte enquanto que a comida disponível indica quão grandes e fortes o exercito de cada jogador pode ser.

Todo o continente está dividido em áreas e cada uma desta áreas dá ao jogador que a estiver a controlar um dos recursos mencionados. Cada fragmento de terra é importante e nenhum dos jogadores deve ver com bons olhos perder território.

Devido a interacção entre os jogadores, este jogo convida a ser jogado várias vezes, conseguindo que nenhum jogo se repita, pois mesmo um jogador que faça vários jogos com a mesma casa vai acabar por ser obrigado a experimentar estratégias diferentes de modo a adaptar-se as acções dos outros jogadores.

 

A Game of Thrones – The Board Game é um jogo que aconselho vivamente e entre os jogos de tabuleiro de jogador contra jogador é o meu preferido.

 

 

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