Pathfinder Kingmaker

Raramente experimento jogos dos quais me arrependo fortemente de ter gasto tempo e dinheiro neles, e ainda mais raro é enganar-me na minha opinião inicial de um jogo. Tal nunca me aconteceu com um RPG, nem com Pillars of Eternity que logo de início percebi que o jogo era mediano em termos de conteúdo e só tinha de forte em algumas mecânicas. É aqui que Pathfinder: Kingmaker entra em cena, como o primeiro RPG sobre o qual me enganei muito e pelos piores motivos.

Na primeira review, dei a Pathfinder: Kingmaker um 6/10, uma nota que indica que o jogo é mediano mas ainda entretém. Porquê ter dado essa nota? Porque quando o jogo foi lançado a informação é que era um jogo com cerca de 80 a 100 horas de conteúdo onde geralmente chegaríamos a nível 16 com as personagens. Ora tendo eu na altura mais de 40 horas e personagens já a nível 9, achei honestamente que estava já a meio do jogo e que dificilmente seria pior ou até mesmo melhor. Até poderia ter um final parvo como Mass Effect 3, que o jogo manteria a mesma nota. Optei então por fazer algo que nunca tinha feito: fazer uma review sem completar o jogo – afinal de contas não me seria possível concluí-lo tão cedo quanto o espectável. E naquele ponto o jogo merecia um 6, sem dúvida. Continuei a joga-lo porque detesto deixar jogos a meio.

Após 160 horas de jogo percebi que estava errado. Imensamente errado. 6 era demasiado bom para o jogo no todo. Pior, 40 horas nem me tinham deixado perto de metade do jogo. Foram precisas 160 horas no total. Mas de facto o jogo só tem 80 de conteúdo. Para onde foram as restantes 80, perguntam? E pode ter sido assim tão mau? Tendo em conta que as últimas 30 horas de jogo foram para lá de penosas e eu tive de me forçar a continuar, sem dúvida que é assim tão mau e o jogo falha em todos os níveis. Vamos vê-los um a um…

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REVIEW GERAL
Avaliação Pessoal
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Engenheiro de profissão e gamer por gosto, João Paulo adora boardgames, RPGs de mesa e computador, RTS e shooters e olha para jogos para uma excelente forma de arte, transmitir emoções e contar histórias fenomenais.

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