Venderam-nos ‘personagens ricas e interactivas’. Mentiram-nos.

Algo que todos os RPGs devem ter é personagens interessantes e interactivas. Pathfinder: Kingmaker até tinha fãs que nos fóruns da Steam diziam “se queres um jogo rico com personagens interessantes, escolhe Kingmaker“. Era uma boa promessa. Saiu falhada, mesmo muito falhada.

Não que a história das personagens fosse má. No geral, a maioria é simplesmente mediana, alguns com altos outros com baixos. Demasiados ‘escolhidos pelo deus X’ tornam todo o jogo e mundo muito pouco credível. Algumas histórias são interessantes, outras uma completa seca. Mas claro, isto é opinião pessoal.

Há também uma enorme falha na parte do ‘interactivas’. Diálogos com essas personagens não evoluem: tem-se apenas os básicos do “conta-me sobre ti e a tua história” e um “vai-te embora não te quero ver mais”. Interacção entre personagens, as ditas ‘banters’, são inexistentes tirando quando se descansa dentro de cenários. E nesses casos a ‘banter’ resume-se a uma personagem a dizer uma ou duas coisas frases e outra a responder. Não há reacção entre elas e não há reacção séria às nossas acções. Romance, se esperam algum, não tem qualquer tipo de profundidade e muito pouca interactividade: subitamente e do nada ocorre uma cena onde escolhemos estar automaticamente nele ou não.

Depois há os inimigos. Alguns deles até têm uma história interessante mas a vilã principal está tão mal construída que nem faz sentido. Ela procura a destruição do nosso reino para ver a sua maldição quebrada. Até aqui tudo bem. Depois diz-nos que é essencial que o nosso reino esteja no auge antes de o destruir. Excepto que nas histórias que conta diz-nos como destruiu um reino 1 semana depois de ter sido formado, dificilmente no ‘auge’ desse reino. Pior ainda é quando lhe oferecemos a possibilidade de quebrar a sua maldição recuperando o artefacto que precisa, ela decide continuar amaldiçoada apesar dos milhares de anos a tentar quebrar essa maldição. Não faz sentido.

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REVIEW GERAL
Avaliação Pessoal
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Engenheiro de profissão e gamer por gosto, João Paulo adora boardgames, RPGs de mesa e computador, RTS e shooters e olha para jogos para uma excelente forma de arte, transmitir emoções e contar histórias fenomenais.

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