Race for the Galaxy é um card game onde cada jogador compete com outros para ter o melhor e mais prospero império espacial. Para tal cada jogador deverá construir infraestruturas e colonizar planetas, produzir recursos e vender produtos, tudo para acumular o máximo de pontos de vitória possível.

Cada jogador possui um conjunto de cartas de fase e secretamente escolhe qual quer jogar. Entre as fases existe:
Fase 1: exploração espacial para expandir a influência do jogador. Permite ver e comprar mais cartas.
Fase 2: permite construir uma infraestrutura.
Fase 3: permite colonizar um planeta.
Fase 4: permite vender produtos e bens para ganhar pontos de vitória ou expandir a influência do jogador (ou seja, comprar cartas).
Fase 5: faz os vários planetas produzir produtos e bens.

Uma vez escolhidas, cada jogador efectuará as várias fases escolhidas e só essas (só depois de todos os jogadores efectuarem uma fase é que se passa para a seguinte). Cada jogador ganhará um bónus por fase se tiver sido ele a escolher essa fase específica (por exemplo, se a fase 2 ocorrer, todos os jogadores podem construir uma infraestrutura mas quem tiver escolhido a carta da fase 2 verá o custo da sua infraestrutura reduzida). Se uma fase não for escolhida por nenhum jogador, ninguém a efectuará.

É através desta escolha de fases que cada jogador deverá planear a sua estratégia cuidadosamente, tentando sempre antever que fases vão os adversários escolher. Deverá ao mesmo tempo escolher as infraestruturas a construir e planetas a colonizar tendo em conta as suas habilidades especiais e o seu custo. Para construir ou colonizar, o jogador deverá descartar um número de cartas da mão igual ao custo da infraestrutura ou planeta. Logo, a mão para além de representar a influência de um jogador também representa a sua economia, com as melhores cartas a custarem mais. Os bónus de fases, bem como o de outras cartas, podem ajudar a reduzir este custo.

Dentro destas mecânicas básicas existe também a mecânica do poder militar, que permite conquistar mundos militares em vez de os colonizar (a menos que se tenham cartas próprias para isso, esta é a única maneira de adquirir mundos militares) desde que a defesa (ou seja o custo) seja igual ou inferior à soma do poder militar do jogador. Existe também a mecânica de produção de produtos e bens, diferenciando planetas entre os que conseguem produzir em qualquer fase e os que só conseguem produzir com habilidades ou bónus de fase mas que ao serem colonizados/conquistados já começam com um produto.

Exemplo de cartas de Race for the Galaxy

É com todas estas mecânicas, diferenciação entre produtos e bens produzidos (uns a valer mais que outros), as várias habilidades de mundos e infraestruturas, bem como os bónus de fases que se montam estratégias mais complexas e atrevidas. Uns podem apostar em tentar ter muito poder militar e conquistar muitos mundos, enquanto outros podem preferir produzir e vender produtos e bens para adquirir pontos de vitória, enquanto que outros podem apostar em infraestruturas de pontuação variada, que dão mais pontos à medida que um certo tipo de cartas é colocado no império do jogador, etc. O jogo acaba quando alguém tiver 12 cartas no seu império, ou quando todos os pontos de vitória da reserva forem gastos.

Race for the Galaxy tem também várias expansões já publicadas, divididas em 3 arcos diferentes (e independentes entre si). No 1º arco, de 3 expansões, adicionam-se novas cartas, a possibilidade de mais jogadores, de jogar sozinho e ainda as mecânicas de combate entre jogadores e a mecânica de “prestígio” para ganhar grandes bónus. No 2º arco, de uma expansão apenas, introduz-se uma mecânica de exploração de uma nave alienígena, usando essa exploração para ganhar mais pontos de vitória e outros bónus. No 3º arco os vários impérios caiem sobre ataque de uma raça muito poderosa e agressiva chamada Xenos e vão ter de defender-se individualmente dos ataques desta raça enquanto juntos acumulam poder militar suficiente para os repelir, criando assim uma mecânica mais cooperativa neste jogo competitivo.

Ainda assim não é fácil compreender as regras à primeira e existe imensa simbologia usada nas cartas de jogo que força a uma constante verificação, no manual, do que os símbolos significam. Explicar todas as regras a novos jogadores é um processo que pode demorar perto de uma hora e dificilmente eles compreendem o suficiente para jogar bem na primeira e segunda vez que jogarem.

 

Número de jogadores: 2 a 4 mas as expansões adicionam mais.

Número ideal de jogadores: 4

Duração de uma partida: 30 a 60 minutos

Complexidade: Race for the Galaxy é um jogo com regras que aparentam ser simples mas que requerem prática até se percebe bem todas as mecânicas e como o jogo se desenvolve. Não é indicado para novos jogadores ou para quem não gosta muito de jogos de estratégia complexa.

Replayability: Sendo um card game, Race for the Galaxy consegue ter uma enorme variabilidade entre jogos. Ainda assim, é aconselhável o uso de expansões para adicionar mais variedade.

Avaliação pessoal: 8,5/10