Antes que o jogo esteja disponível para venda fui convidado a experimentar o mais recente jogo no universo de Warhammer fantasy, Shadespire e com o lançamento ao virar da esquina deixo aqui uma review do que gostei e não gostei, de modo a que todos os interessados possam tomar uma decisão informada.

A premissa

O premissa do jogo promete um misto de jogo de tabuleiro com deck-building, misturado um pouco com um jogo de cartas. Parece uma amálgama de géneros, mas é uma mistura que funciona.

Cada jogador tem acesso a um grupo de soldados cujo número e poder individual depende da facção que for escolhida, neste momento Khorne Bloodbound ou Stormcast Eternals.

O jogo apresenta-se um pouco restritivo neste aspecto, pois dois jogadores a jogar com a mesma facção vão sempre jogar com exactamente os mesmos modelos, tirando a componente de criação de exercito que é quase uma constante em todos os jogos de Warhammer, seja fantasy ou 40k.

No entanto, apesar das unidades serem as mesmas, os seus poderes e habilidades podem variar, entrando aqui a segunda componente do jogo, deck-building.

Alem do exercito cada jogador tem dois baralhos, um de objectivos, outro de acções, que têm de obedecer a 3 regras:

  • O Numero de cartas em ambos os decks está definido
  • Só podem ter cartas da facção que está a ser jogada ou cartas neutrais
  • Não podem haver cartas duplicadas em nenhum dos dois baralhos

Depois disso o céu é o limite. Apesar de não existir o conceito de boosters como em Magic cada expansão irá trazer novas cartas, tanto de objectivos como de acções e apesar de cada expansão só estar previsto trazer cartas neutrais ou da facção da própria expansão, o aumento de cartas neutrais  vai aumentar a diversidade e recompensar a capacidade dos jogadores de lerem o ambiente e conseguirem prever o que vão enfrentar.

O inicio do jogo

Cada jogo tem 3 turnos para cada jogador, cada um com 4 acções, dando um total de 12 acções por jogo por jogador.

No inicio, antes de do primeiro turno é criado o mapa onde se vai jogar. O mapa do jogo é constituído por 2 tabuleiros, um de cada jogador e cada um vai escolher o lado do tabuleiro que lhe dá mais vantagem, com um dos jogadores escolhido arbitrariamente a decidir como é que os tabuleiros vão encaixar um no outro. Depois de criado o tabuleiro os jogadores vão marcar no tabuleiro pontos estratégicos chamados convenientemente de objectivos. O jogador que decidiu como unir os mapas vão colocar 2 e o outro 3. Deste modo um dos jogadores tem a vantagem do terreno e o outro tem a vantagem no acesso aos objectivos.

Quando todos os objectivos forem colocados é a altura de colocar as tropas. Alguns pontos no mapa estão marcados como possíveis pontos de origem de unidades, e cada jogador vai escolher uma das suas tropas e coloca-la num destes pontos. Tal como os objectivos cada unidade é colocada alternadamente, dando a possibilidade de nos adaptarmos a colocação de tropas do nosso oponente.

“Blood for the blood god”

Chegados a esta fase os jogadores estão pontos a combater. Cada um vai comprar cartas de ambos os decks, e começar a usar as suas acções para agir com cada unidade ( podendo andar, carregar, defender, etc). Cada unidade tem os seus próprio atributos tanto de ataque ( alcance do ataque, numero de dados rolados, dano por ataque acertado) como de defesa ( Quanto consegue andar, capacidade de se desviar ou bloquear ataques dos oponentes e pontos de vida) .

Dependendo dos objectivos que cada jogador tiver na mão a maneira como os jogos decorre vai variar, podendo ser, entre outros controlar os pontos estratégicos marcados no inicio, matar miniaturas do oponente, invadir território inimigo, etc. No final de cada turno (ou seja, depois de cada jogador ter 4 acções) são verificadas as missões que cada um dos jogadores tem, e por cada uma que se conseguir ganha-se pontos.

Esse pontos além de ser o factor decisivo para se apurar o vencedor também servem para comprar upgrades para as unidades ( os upgrades fazem parte do deck de acções).

Além disso cada unidade tem uma condição para ficar inspirada. Quando essa condição se cumpre, a unidade vai ficar mais forte e esse bónus vai durar até ao final do jogo.

Veredicto Final

Apesar de nunca me ter encanto por jogos de miniaturas, o típico de Warhammer, este novo jogo reduz  o componente de manutenção de exercito drasticamente e insere várias mecânicas com o que me sinto mais confortável, no entanto essa decisão pode afastar alguns veteranos de Warhammer.

No entanto, para mim foi um jogo que me deu tudo o que estava a espera, graças ao sistema de criação do mapa e os objectivos serem semi-aleatorios (no entanto cada jogador sabe os objectivos que tem no deck) fez com os jogos fossem diferentes o suficiente para o jogo se manter interessante e não cair na repetividade  que receava quando me disseram que no lançamento os jogos vão ser sempre as mesmas 5 unidades de Korne contra as mesmas 3 unidades de Eternals.

Além disso, apesar de no lançamento só estarem disponíveis 2 facções, a data oficial para o inicio de torneios é meados de Janeiro e antes dessa data estão previstas pelo menos 3 novas facções, Orcs, Anões e Mortos-vivos.

A variedade de facções só vai aumentar a diversidade de opções e modos para jogar o jogo e eu pessoalmente estou ansioso por o testar em toda a sua gloria.

Espero-vos no relesse =D

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