The Witcher 3 Blood and Wine

A saga The Witcher chegou ao fim, após vários anos depois do lançamento do primeiro jogo, com The Witcher 3 Blood and Wine, a segunda e última expansão de The Witcher 3. E não podia ter acabado da melhor maneira. Um bocado à maneira como a BioWare acabou Mass Effect 3, lançado o DLC Citadel, Blood and Wine afasta-se do estilo negro e sombrio da saga e fornece-nos uma experiência colorida e carregada de divertimento, piadas e riso. Nesta expansão (que possui mais de 30 horas de jogo), Geralt de Rivia é chamado a Toussaint, um reino onde o lado exagerado dos contos de fadas com os quais crescemos é a realidade. Neste reino colorido encontramos com uma sociedade modelada à sociedade do sul de França do século XV, onde os ‘bravos cavaleiros’ estão mais preocupados com as plumas nos seus capacetes e o quão brilhante as suas armaduras estão do que realmente manter o reino seguro. Mas para além disso, e não fosse Toussaint denominada de “Terra do Amor e do Vinho”, existe ainda uma forte vinicultura que permitiu ao jogo pegar em clichés ridículos mas divertidos, ao ponto de ter um “connoisseur” de vinhos capaz de identificar o ano de colheita de um vinho específico cheirando apenas uma mancha de sujidade deixada por este.

Mas esta expansão não é só feita de exageros ridículos à custa de vinhos, do “estilo francês” ou bailes de máscaras. Nele encontramos muitos elementos do “fantástico” que se vê em contos de fadas. Desde vampiros charmosos e com quem podemos passar um bom tempo a beber e conversar, a florestas com cogumelos gigantes e até mesmo a torneios onde temos de derrotar criaturas mágicas e sobrenaturais.

The Witcher 3 Blood and Wine

Em The Witcher 3 Blood and Wine, Geralt é convidado a Toussaint para encontrar e eliminar uma criatura que ataca os elementos da nobreza. Afinal de contas ele é um dos ‘caçadores de monstros’ mais famosos dos Reinos do Norte. Mas, como seria de esperar, Geralt não consegue estar num sítio sem que as políticas locais o envolvam e em Blood and Wine o mesmo acontece. À medida que avançamos, fazendo de detective ou combatendo quando necessário, depressa ficamos envolvidos em várias histórias que se conciliam numa ameaça para o reino, ameaça essa que cabe a nós lidar com ela. Todas estas histórias são complementadas com personagens espectaculares, únicas e bem desenvolvidas, que tornam este novo reino memorável. Para ajudar a toda a história principal, existem imensas demandas secundárias, jogos de Gwent, cavernas para explorar, etc. E quem quiser pode ainda descansar nos terrenos vinhateiros que são concedidos a Geralt, e melhora-los (a grande custo financeiro) para receber alguns benefícios como melhorar os pontos de vida de Geralt ou a resistência de Roach.

Em termos de gráficos, The Witcher 3 Blood and Wine mantém o mesmo motor gráfico, como seria de esperar, mas consegue apresentar cenários muito mais detalhados e coloridos do que os existentes no jogo base, fascinando-nos com a capacidade dos designers da CD Projekt Red de criar cenários negros (como os do jogo base, que se assemelham muito ao esperado de um mundo medieval com pouca magia) e até cenários solarengos e coloridos (como os encontrados nesta expansão). Para além do melhoramento na qualidade dos cenário, existem ainda opções cosméticas que nos permitem mudar a cor do equipamento de Geralt.

The Witcher 3 Blood and Wine

Para além das adições gráficas, Blood and Wine trouxe algumas novidades. A mecânica de combate mantém-se a mesma mas tal como aconteceu com a primeira expansão, Hearts of Stone, destreza e precisão são mais cruciais nos combates. Foram também introduzidas mecânicas que nos permitem melhorar a personagem, ganhando acesso a mais habilidades ou a melhoramentos de habilidades já existentes, que permitem o jogo tornar-se mais interessante para além do nível 40. De facto, Blood and Wine só pode ser jogado quando tivermos evoluído até ao nível 33, sendo só mesmo aconselhado para o modo New Game Plus. Tirando isso, ainda somos confrontados com alguns bugs do jogo original, como o do cavalo Roach que continua a embater em pequenos detalhes no cenário parando imediatamente, o que neste cenário são ainda mais presentes. Ou seja, Blood and Wine adiciona coisas novas mas não corrige alguns dos problemas existentes.

 

Veredicto Final: The Witcher 3 Blood and Wine segue a fórmula de nos fornecer algo divertido para concluir uma excelente saga, deixando-nos desejo de mais mas ao mesmo tempo muita satisfação na conclusão. É um jogo que consegue manter o mesmo nível que The Witcher 3 e que a primeira expansão Hearts of Stone, confirmando o que já era óbvio: a CD Projekt Red mostrou-se ser capaz de criar jogos fantásticos que dificilmente vão ser destronados e The Witcher 3 realmente merece um lugar no topo dos melhores.

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