Tyranny

Tyranny é o mais recente RPG da Obsidian, a mesma que nos trouxe Pillars of Eternity. Mas contrariamente ao anterior, este jogo é mais sólido e muito mais interessante. Se tivesse de escolher um ‘sucessor espiritual’ dos grandes RPGs do final do século XX, como Baldur’s Gate, escolheria sem dúvida Tyranny. Peca mais por não ter o tamanho dos outros.

Este jogo destaca-se logo pelo seu slogan: “Por vezes, o mal ganha”. Atirados para um continente isolado, Terratus, onde seres conhecidos por ‘Archons’ manejam grandes poderes e poderosas magias capazes de proteger exércitos onde quer que estejam, dominar mentes ou arrasar cidades inteiras. Quase todos se encontram sob o domínio de Kyros, um ser tirano e detentor de puderes capazes de devastar afectar regiões inteiras através de ‘declarações de poder’ (‘edicts’). Comandando exércitos intermináveis, Kyros conseguiu conquistar todo o continente em algumas décadas sem nunca meter os pés no campo de batalha. Em vez disso usou os Archons como generais. E para reforçar o seu poder, usou ‘Fatebinders’ como proclamadores dos seus ‘edicts’. Quando confrontados com a devastação que as declarações de Kyros traziam, muitos rendiam-se de imediato.

Tyranny leva-nos aos últimos anos da conquista do continente. Apenas uma península resiste ao avanço inevitável do tirano, a Tiers. A falta de organização entre os reinos dessa península permitiu aos exércitos de Kyros entrar facilmente e praticamente tomarem conta desta sem grandes dificuldades. Mas as coisas complicam-se quando surge uma rebelião e os Archons responsáveis por apaziguar a região começam a entrar em conflito uns com os outros.

Mapa de Tyranny

Dotado de uma artwork fantástica, uma história e personagens interessantes (sem romance algum, nem faria sentido haver dadas as personagens que pudemos juntar à equipa), Tyranny é um jogo obrigatório para os amantes de bons RPGs.

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REVIEW GERAL
Avaliação Pessoal
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Engenheiro de profissão e gamer por gosto, João Paulo adora boardgames, RPGs de mesa e computador, RTS e shooters e olha para jogos para uma excelente forma de arte, transmitir emoções e contar histórias fenomenais.

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